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Astec visita “Prédio da SMOV” que se deteriora, sem providências

Os anos se sucedem e o chamado “prédio da SMOV”, referência arquitetônica na Capital, localizado na Av. Borges de Medeiros, 2244, segue sem manutenção, se deteriorando a olhos vistos.


Presidente da Astec, eng. civil Sérgio Brum, avalia os geradores:

energia insuficiente para funcionamento adequado do sistema

de ar-condicionado e barulho excessivo / Foto Arquivo Astec


O projeto dos arquitetos Moacyr Moojen Marques, João José Vallandro e Léo Ferreira da Silva, realizado em 1966, e a construção concluída na gestão do prefeito Telmo Thompson Flores (1969 – 1975), hoje é alvo de rumores de demolição e de uma tentativa de tombamento por meio de requerimento protocolado pelo Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul, com o apoio do Docomomo Brasil, Docomomo Núcleo RS e Instituto dos Arquitetos do Brasil-RS, para a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural da Prefeitura de Porto Alegre, elaborado pelos arquitetos Helton E. Bello e Sérgio M. Marques.


À parte dos esforços para tentar resgatar a dignidade do monumento arquitetônico e a segurança dos servidores e cidadãos que circulam no seu interior, o edifício vem se deteriorando a olhos vistos. Além das inúmeras denúncias já registradas pela Astec sobre a falta de condições do prédio, em dezembro de 2019, houve falta de energia elétrica e cheiro de queimado, obrigando os funcionários a subirem pelas escadas até o 6° andar e, posteriormente, evacuarem o local.


Em visita realizada, no dia 9 de janeiro, representantes da entidade constataram as condições insalubres e uma série de riscos à segurança dos que circulam no local. Os geradores alugados, movidos por óleo diesel, não se mostraram uma solução eficaz: o condicionamento de ar só funcionou parcialmente e as salas da fachada oeste apresentavam temperaturas insuportáveis, principalmente à tarde, período de maior insolação. Nas faces norte e leste, era impossível manter as janelas abertas devido ao barulho dos geradores.


Em breve será verão novamente e permanece a pergunta sobre quais serão as condições de trabalho.



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